Promotor
Município de Lagos
Sinopse
A performance "Sobre o Fim" parte do término de uma relação amorosa, que se torna uma reflexão acerca da ideia de fim, individual e coletivo.
O projeto investiga territórios de intersecção entre Humanos e Plantas, uma espécie de memória botânica, criando uma alucinação conjunta que resulta na ficção possível deste encontro.
O fim não é apenas um ponto de rutura, mas uma abertura para novas ficções que emergem do colapso.
O espaço cénico explora a performatividade botânica e integra plantas carnívoras, plantas afrodisíacas, plantas que propiciam os sonhos e plantas com propriedades curativas.
O espaço sonoro é integralmente composto a partir dos sons emitidos pelas plantas, misturando sons pré-gravados e sons emitidos em tempo real.
Ficha Artística
Direção Artística: Gio Lourenço e Sofia Berberan
Performers: Gio Lourenço, Marcelo Lopes e Sofia Berberan
Dramaturgia: coletiva com coordenação de Cláudia Madeira
Instalações e vídeos: Sofia Berberan
Espaço Sonoro: Marcelo Lopes
Produção: Medusa Material
GIO LOURENÇO
(Luanda, 1987) Ator/Performer. Cresceu em Portugal, formado em "Teatro e Animação" (2001), pela CERCICA (Cascais). Em 2016, fez estudos em Dança, no c.e.m. – centro em movimento, como bolseiro do Centro Nacional de Cultura. É fundador e ator residente do Teatro GRIOT. Em teatro, como ator trabalhou com Zia Soares, Rogério de Carvalho, Nuno M. Cardoso, Bruno Bravo, António Pires, João Fiadeiro, Hélder Costa, Paula Diogo, José Carretas, Amélia Videira e Genoveva Faísca. Em dança/ performance destaca as colaborações com Filipa Francisco, Sofia Neuparth, Vânia Doutel Vaz e Calixto Neto. Como criador, desenvolveu "PRETA", apresentada na 17º Bienal de Veneza (2021), no âmbito do projeto "Space of Others" de Afaina de Jong. Colaborou com Sofia Berberan, em "Memória Botânica", para o catálogo Exploratorium, no âmbito, também, da 17º Bienal de Veneza. Em 2022, participou, como intérprete-coreógrafo, no projeto "Charging Change" de Michelle Eistrup (artista visual), apresentado na Documenta15 (Cassel, Alemanha).Criou e interpretou o espetáculo "Boca Fala Tropa", em 2022, estreado n’ O Espaço do Tempo e apresentado no Alkantara Festival, sendo destacado como um dos melhores espetáculos de Dança, desse ano, pelo jornal Expresso. Foi selecionado, ainda, para PT.23 (Portuguese Plataform For Performing Artist). Participou como performer em Passa Folhas, com coreografia de Vânia Gala, integrado na Greenhouse, que representou oficialmente Portugal na 60.ª Exposição Internacional de Arte - La Biennale di Venezia 2024.
SOFIA BERBERAN
É licenciada em Filosofia pela FCSH/UNL, tem uma pós-graduação em Artes Cénicas pela mesma universidade e tem o curso de Fotografia Profissional pelo Instituto Português de Fotografia.
É curadora do Projeto Tripé, em Cabo Verde, projeto promovido pelo Mindelact, Raiz di Polon e Projeto Chiquinho e financiado pela União Europeia, Fundação Calouste Gulbenkian e Instituto Camões.
Pertenceu ao Colectivo Imagerie, entre 2017 e 2022, onde participou em várias exposições coletivas e criou com os fotógrafos Magda Fernandes e José Domingos as exposições site specific "Burning with desire to see your experiments from nature" (que cruza a botânica com a fotografia, apresentada na Estufa Fria De Lisboa e Jardim Botânico do Porto) e "Biblioteca das Imagens Não Vistas"- que parte da ideia de manuseamento de dispositivos pelo espectador para aceder às imagens. Apresentou ainda a instalação site specific lo-fi (lost fictions) na estufa Fria de Lisboa.
Foi consultora artística no projeto "PRETA", de Gio Lourenço, apresentado no Pavilhão da Holanda na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2021. Criou, para o catálogo Exploratorium da Bienal de Arquitetura de Veneza 2021, o projecto "Memória Botânica". Participou na instalação "Revela-me", promovida pela Malvada Associação Artística e Cultural, apresentado no Parque dos Canaviais, em Évora. Criou, em parceria com o encenador Paulo Lage, a instalação "A casa das belas adormecidas".
Pertenceu ao Teatro GRIOT onde prestou assessoria à direção artística e foi fotógrafa residente (2013-2021). Já expôs em Portugal, Cabo Verde e Reino Unido e as suas fotografias foram publicadas em vários jornais, revistas, e livros, dos quais se destacam "Biblioteca das Imagens não Vistas", de Magda Fernandes, José Domingos e Sofia Berberan, "I can't breath/ Damas da noite/A mãe", de Elmano Sancho, CARTAS, de Cátia Terrinca/UMCOLETIVO, e MEMOIRS.
CLÁUDIA MADEIRA
Professora Associada com Agregação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Vice-coordenadora do grupo de investigação Performance & Cognição do ICNOVA NOVA FCSH e investigadora do grupo Teatro e Imagem do Centro de Estudos de Teatro da FLUL. Realizou o pós-doutoramento intitulado
Arte Social. Arte Performativa? (2009-2012) e o doutoramento em Sociologia sobre
Hibridismo nas Artes Performativas em Portugal (2007) no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. É autora dos livros
Performance Art in Portugal (Routledge 2023),
Arte da Performance Made In Portugal (ICNOVA 2020),
Híbrido. Do Mito ao Paradigma Invasor? (Mundos Sociais, 2010) e
Novos Notáveis: Os Programadores Culturais (Celta, 2002), entre outros. Escreveu vários artigos sobre novas formas de hibridismo e performatividade nas artes. Leciona na licenciatura e mestrados de Artes Cénicas e Comunicação e Artes do Departamento de Ciências da Comunicação na NOVA/FCSH. Desde 2017 tem vindo a desenvolver trabalho de dramaturgia em colaboração com o Teatro da Garagem
O Canto do Papão Lusitano (a partir de Peter Weiss, Lisboa e Bragança 2017);
Teatro de um Homem (L)ido (a partir do livro de E.M. de Melo e Castro, Lisboa e São Paulo, 2018);
Outra Tempestade (a partir de Shakespeare e Césaire Lisboa e Cabo Verde, 2023),
Fausto (a partir de Goethe, Lisboa, 2024). Recentemente participou nas conferências-performance com dramaturgia coletiva:
Tempestade Real (Florianópoles, Agosto 2024) e
Crazy Kales (Barcelona, Novembro 2024).
MARCELO LOPES
Nasceu no Mindelo, em 1998, e começou a interessar-se pela música na adolescência através de ritmos mais urbanos como o Rap e o Hip-Hop, desenvolvendo depois curiosidade em relação a diferentes géneros como a Música Tradicional Cabo Verdiana, Ritmos Latinos e Jazz. Começou a ser guitarrista como autodidata e com recurso às referências locais. Tirou
o Curso de Técnico de Som, no M-EIA. Aos 20 anos integrou um projeto coletivo, com o guitarrista Vamar Martins e com o Grupo Coral Voz da Alma, apresentado na URDI. Participou em projetos ligados à música tradicional de Cabo Verde, trabalhando com músicos como Voginha, Vamar Martins, Ivan Medina, Lúcio Vieira. Participou em projetos de gravação em estúdio como Hernani Almeida, Khaly Angel, Anísio Rodrigues, entre outros. Colaborou na gravação do álbum "Sampadio" de Ary Duarte, projeto financiado pelo Ministério da Cultura de Cabo Verde. Integra o coletivo Mil Mar desde 2021.Participou, com Inês Gomes, no Mindelo Summer Jazz. Atuou no Festival de Cinema Oiá e, no âmbito da Ocean Race, atuou para António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas. Participou como diretor musical e performer no espetáculo "Sôdade d’um Ilha", da criadora Milanka Vera-Cruz, desenvolvido no âmbito do TRIPÉ, projeto apoiado pela União Europeia, Fundação Calouste Gulbenkian e Instituto Camões, apresentado Mindelact 2024, tendo sido o único espetáculo nacional a apresentar-se no Mindelo e na cidade da Praia. Desenvolve neste momento o concerto-instalação SONORA, da sua autoria, apoiado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde.
Informações Adicionais
- Caso pretenda adquirir um bilhete de mobilidade reduzida e um de acompanhante, deverá contactar a bilheteira do Centro Cultural de Lagos (282 770 450).
- Agradecemos a conferência dos bilhetes no ato da compra, não efetuamos trocas ou devoluções.
- De acordo com o tipo/características do espetáculo, o Centro Cultural de Lagos e/ou a Produção, podem não autorizar entradas tardias e/ou, em caso de saída da sala durante o espetáculo, não autorizar o regresso ao mesmo.
- Ao abrigo do art.º 26 do decreto-lei 23/2014 de 14 fevereiro, os menores de três anos só podem assistir aos espetáculos classificados para todos os públicos, desde que a lotação do recinto seja reduzida em 20%.
- Só será permitida a entrada a titulares de bilhete com desconto, mediante a apresentação de documento comprovativo da situação que originou o desconto.
- Não é permitida a entrada de animais, exceto cães guia.
- Os descontos não são acumuláveis.
Preços
Descontos
- Cartão Jovem
- Maiores de 65 anos
- Menores de 12 anos
- Via Verde Cultura